Casos / N.º 27
Em julgamento
Ana Caldeira
Segundo a SIC, que teve acesso à acusação do Ministério Público, estava a ser julgada em abril de 2025 por burla qualificada e falsificação de documento. Foi exonerada do grupo parlamentar e deixou o Conselho de Jurisdição do Chega. A sentença não é conhecida.
Presunção de inocência. Enquanto não houver condenação definitiva, ninguém é culpado. Esta ficha descreve o estado do processo, não um juízo de culpa.
Fase 4 de 6 · desde 03.04.2025
O caso
Segundo a acusação do Ministério Público, a que a SIC teve acesso, Ana Caldeira, advogada, pediu em março de 2022 um empréstimo de 6 000 euros a um antigo sócio, para uma cliente que, disse, precisava do dinheiro com urgência. Os documentos do empréstimo estavam assinados em nome dessa cliente, que tinha morrido em 2015. A acusação imputa-lhe a falsificação da assinatura. Segundo a mesma acusação, o dinheiro foi devolvido, mas não os juros prometidos. O antigo sócio apresentou queixa.
O caso foi revelado pela SIC a 3 de abril de 2025; o Diário de Notícias, a Renascença e o Público noticiaram-no a partir da SIC. O e24 noticiou-o no dia seguinte, com o tribunal: o de Esposende. O Público confirmou por conta própria a saída de Ana Caldeira das funções no partido. No dia seguinte, André Ventura anunciou a exoneração das funções no grupo parlamentar e a demissão do Conselho de Jurisdição Nacional, que ela tinha apresentado na véspera.
Não se conhecem a data do início do julgamento nem a sentença. As peças lidas não trazem declarações de Ana Caldeira; o e24 escreve que tentou contactar a defesa, sem resposta.
Cronologia
março de 2022
Segundo a acusação do Ministério Público, noticiada pela SIC, pede 6 000 euros emprestados a um antigo sócio, afirmando que se destinavam a uma cliente com urgência, e promete devolver 10 000 euros em seis meses. O empréstimo fica num contrato de confissão de dívida e num termo de autenticação assinados em nome dessa cliente, que tinha morrido em 2015. Segundo a acusação, falsificou a assinatura «com o objetivo de fazer sua a quantia de 6 mil euros». Os 6 000 euros foram devolvidos; os juros prometidos não foram pagos.
Fontes: Jurista do Chega acusada de falsificar assinatura de mulher morta (noutro site) (Renascença (a partir da SIC)), 03.04.2025; Chega afasta Ana Caldeira após revelações sobre tentativa de burla (noutro site) (Renascença (com Lusa)), 04.04.2025 · Lusa
03.04.2025
A SIC noticia que está a ser julgada por burla qualificada e falsificação de documento. Segundo a Renascença, o processo começou com uma queixa do antigo sócio. Segundo o e24, o julgamento decorre no Tribunal de Esposende.
Fontes: Póvoa de Varzim: Dirigente do Chega terá tentado burlar ex-sócio com falsificação de assinatura de mulher morta (noutro site) (e24), 04.04.2025; Jurista do Chega acusada de falsificar assinatura de mulher morta (noutro site) (Renascença (a partir da SIC)), 03.04.2025; Ventura exonera assessora parlamentar que está a ser julgada por burla qualificada (noutro site) (Diário de Notícias), 04.04.2025; Chega afasta Ana Caldeira após revelações sobre tentativa de burla (noutro site) (Renascença (com Lusa)), 04.04.2025 · Lusa
04.04.2025
André Ventura anuncia que foi exonerada das funções no grupo parlamentar e que, na véspera ao fim do dia, tinha apresentado a demissão do cargo de vice-presidente do Conselho de Jurisdição Nacional.
Fontes: Dirigente do Chega acusada de burla exonerada de todas as funções no partido (noutro site) (Público), 04.04.2025; Chega afasta Ana Caldeira após revelações sobre tentativa de burla (noutro site) (Renascença (com Lusa)), 04.04.2025 · Lusa; Ventura exonera assessora parlamentar que está a ser julgada por burla qualificada (noutro site) (Diário de Notícias), 04.04.2025
Reação do partido
Exonerada do grupo parlamentar a 4 de abril de 2025, um dia depois da notícia. André Ventura: «Eu tomei a decisão que tinha que tomar, e obviamente pedi as explicações que tinha que pedir também. Não quero tornar aqui públicas quaisquer conversas».
Fonte: Chega afasta Ana Caldeira após revelações sobre tentativa de burla (noutro site) (Renascença (com Lusa)), 04.04.2025 · Lusa
Ficha
- Pessoa
- Ana Caldeira
- Cargo à data
- Jurista do grupo parlamentar do Chega e vice-presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do Chega, à data da notícia do julgamento (a data dos factos é anterior; não se sabe desde quando tinha estes cargos)
- Imputação
- Burla qualificada e falsificação de documento
- Última verificação
- 14.10.2026
Fontes (5)
- Jurista do Chega acusada de falsificar assinatura de mulher morta (noutro site) · Renascença (a partir da SIC) · 03.04.2025
- Chega afasta Ana Caldeira após revelações sobre tentativa de burla (noutro site) · Renascença (com Lusa) · 04.04.2025 · Lusa
- Póvoa de Varzim: Dirigente do Chega terá tentado burlar ex-sócio com falsificação de assinatura de mulher morta (noutro site) · e24 · 04.04.2025
- Ventura exonera assessora parlamentar que está a ser julgada por burla qualificada (noutro site) · Diário de Notícias · 04.04.2025
- Dirigente do Chega acusada de burla exonerada de todas as funções no partido (noutro site) · Público · 04.04.2025
Correções: nenhuma. Encontrou um erro? Diga-nos.