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Casos / N.º 26

Condenado · não definitiva

Pedro Alves

Segundo o Polígrafo, que teve acesso ao processo, foi condenado em 2020 por violência doméstica a um ano e seis meses de pena suspensa, ao pagamento de 600 euros de indemnização e à frequência de um programa especial para condenados por violência doméstica. Recorreu, e o tribunal manteve a decisão. A condenação foi noticiada em 2024, quando presidia à distrital de Aveiro do Chega.

Presunção de inocência. Enquanto não houver condenação definitiva, ninguém é culpado. Esta ficha descreve o estado do processo, não um juízo de culpa.

Fase 5 de 6 · desde 2020

O caso

Segundo o Polígrafo, que teve acesso ao processo, Pedro Alves foi condenado em 2020 por violência doméstica a um ano e seis meses de pena suspensa, ao pagamento de 600 euros de indemnização e à frequência de um programa especial para condenados por este crime. O processo começou no Tribunal de Aveiro e passou em 2020 para o Tribunal de Ílhavo. Recorreu, e o tribunal manteve a decisão.

A condenação foi noticiada em fevereiro de 2024, pela Terra Nova, quando presidia à distrital de Aveiro do Chega, para que tinha sido eleito em dezembro de 2023. Em abril de 2024 continuava no cargo. Em janeiro desse ano, a 6.ª Convenção Nacional do partido tinha aprovado uma moção que recomendava que condenados por violência doméstica não pudessem candidatar-se a cargos partidários.

A data dos factos e o trânsito em julgado não constam das fontes lidas. Não se sabe se os factos são anteriores à entrada no Chega.

Cronologia

  1. 2020

    Segundo o Polígrafo, que teve acesso ao processo, é condenado por violência doméstica a um ano e seis meses de pena suspensa, ao pagamento de 600 euros de indemnização e à frequência de um programa especial para condenados por violência doméstica. O processo esteve inicialmente no Tribunal de Aveiro e foi remetido em 2020 para o Tribunal de Ílhavo. Recorreu, e o tribunal manteve «a decisão recorrida, que não merece censura». O trânsito em julgado e a data dos factos não constam das fontes lidas.

    Fonte: Chega aprovou moção para excluir condenados por violência doméstica do partido mas mantém líder da distrital de Aveiro, condenado em 2020? (noutro site) (Polígrafo), 09.04.2024

  2. dezembro de 2023

    É eleito presidente da distrital de Aveiro do Chega (a 11 de dezembro, segundo o Polígrafo; a Terra Nova situa as eleições a 10 de dezembro). O ato eleitoral foi impugnado nos órgãos internos do partido.

    Fontes: Chega aprovou moção para excluir condenados por violência doméstica do partido mas mantém líder da distrital de Aveiro, condenado em 2020? (noutro site) (Polígrafo), 09.04.2024; Aveiro: Chega em guerra aberta no rescaldo das eleições para a distrital. Militantes pedem demissão de presidente condenado por violência doméstica. (noutro site) (Terra Nova), 19.02.2024 · arquivo (noutro site)

  3. 19.02.2024

    A Terra Nova noticia que militantes pedem a demissão do presidente da distrital, que tem «uma condenação por violência doméstica». Segundo a mesma peça, «Fontes do Chega admitem que a condenação judicial não é inibidora de assumir a candidatura ou cargos».

    Fonte: Aveiro: Chega em guerra aberta no rescaldo das eleições para a distrital. Militantes pedem demissão de presidente condenado por violência doméstica. (noutro site) (Terra Nova), 19.02.2024 · arquivo (noutro site)

  4. 09.04.2024

    O Polígrafo classifica como «Verdadeiro» que o presidente da distrital de Aveiro foi condenado em 2020 e lembra que, em janeiro de 2024, a 6.ª Convenção Nacional do Chega aprovou uma moção que recomendava impedir «indivíduos condenados por crimes de violência doméstica» de se candidatarem a cargos partidários. Continuava no cargo.

    Fonte: Chega aprovou moção para excluir condenados por violência doméstica do partido mas mantém líder da distrital de Aveiro, condenado em 2020? (noutro site) (Polígrafo), 09.04.2024

Reação do partido

Segundo a Terra Nova, «Fontes do Chega admitem que a condenação judicial não é inibidora de assumir a candidatura ou cargos», mas referem uma moção aprovada para rever o regulamento interno. Em abril de 2024 continuava a presidir à distrital (Polígrafo).

Fonte: Aveiro: Chega em guerra aberta no rescaldo das eleições para a distrital. Militantes pedem demissão de presidente condenado por violência doméstica. (noutro site) (Terra Nova), 19.02.2024 · arquivo (noutro site)

Resposta do visado

À Terra Nova (19/02/2024) disse que não fala sobre a vida privada: «Se fosse a falar teria que falar da vida dos outros». Segundo o Polígrafo, confrontado pela SIC a 26 de fevereiro de 2024, escusou-se a comentar «a vida privada» e afirmou estar «focado no trabalho», sem confirmar nem desmentir o processo. (26.02.2024)

Ficha

Cargo à data
Presidente da distrital de Aveiro do Chega, à data em que a condenação foi noticiada (fevereiro de 2024). As fontes não dizem se tinha cargo no Chega, ou se era filiado, à data dos factos ou da condenação.
Imputação
Violência doméstica
Última verificação
14.10.2026

Fontes (2)

  1. Chega aprovou moção para excluir condenados por violência doméstica do partido mas mantém líder da distrital de Aveiro, condenado em 2020? (noutro site) · Polígrafo · 09.04.2024
  2. Aveiro: Chega em guerra aberta no rescaldo das eleições para a distrital. Militantes pedem demissão de presidente condenado por violência doméstica. (noutro site) · Terra Nova · 19.02.2024 · arquivo (noutro site)

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