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Bruno Mascarenhas, deputado municipal do Chega em Lisboa (hoje vereador): Chama a PSP à Assembleia Municipal de Lisboa para apresentar queixa contra o deputado que pediu o envio de uma intervenção sua à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial
Fez · Adversários · 14.02.2023
Chama a PSP à Assembleia Municipal de Lisboa para apresentar queixa contra o deputado que pediu o envio de uma intervenção sua à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial
Na reunião de 14 de fevereiro de 2023 da Assembleia Municipal de Lisboa (2.ª reunião da sessão ordinária de fevereiro; ata n.º 56), Bruno Mascarenhas disse, sobre o projeto de mesquita no Martim Moniz, que a Câmara «entendeu, realmente, que era um perigo para a cidade que haja ali a questão do Islão radical», e que «a multiculturalidade não é mais do que defender a política “guetos”» (ata n.º 56, pp. 28–29). O deputado municipal Miguel Graça, independente eleito pela coligação PS/Livre, fez uma interpelação à Mesa: «o racismo é crime em Portugal», e pediu que o excerto da ata fosse enviado à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (p. 29).
O que aconteceu: Não se sabe que crime foi invocado na queixa nem que destino teve, nem se o excerto da ata foi enviado à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.
Durante a reunião, dois agentes da PSP entraram na sala. Miguel Graça interrompeu a intervenção do presidente da Câmara para perguntar à Mesa «porque é que a Polícia entrou dentro da Sessão da Assembleia Municipal?» (ata, p. 34). Depois de uma interrupção, a presidente da Assembleia, Rosário Farmhouse, explicou: «O Senhor Deputado do CHEGA, Bruno Mascarenhas chamou a Polícia de Segurança Pública, não a Polícia Municipal, a Polícia de Segurança Pública para apresentar uma queixa. Inadvertidamente a polícia entrou dentro da Assembleia Municipal e interrompeu os trabalhos.» Acrescentou que tinha falado com os agentes para clarificar que isso «não pode acontecer», que «Foi um adjunto do CHEGA que os trouxe cá dentro» e que estava combinado que a polícia não entra na Assembleia (p. 36).
Bruno Mascarenhas explicou na mesma reunião porque chamou a PSP (ver a resposta abaixo). A presidente respondeu-lhe: «Não podendo ter feito, Senhor Deputado!» (p. 42). Miguel Graça disse a seguir que não usaria a defesa da honra, «porque não sinto em nenhum modo a minha honra ofendida», e que voltaria a fazê-lo «sempre que achar que alguma declaração for feita nesta casa possa ter um teor racista ou xenófobo» (p. 42).
Segundo a Lusa, a PSP entrou na sala por volta das 16h45. Na interpelação, Miguel Graça disse que fazia o pedido «da mesma forma que o fiz há uns meses quando um Deputado Municipal do CHEGA, fez também uma declaração racista e xenófoba nesta Assembleia Municipal» (p. 29).
Fontes: Ata n.º 56, 2.ª reunião da sessão ordinária de fevereiro, 14 de fevereiro de 2023, pp. 28–29, 34–36 e 42 (Assembleia Municipal de Lisboa), 14.02.2023; Deputado municipal do Chega chama a PSP depois de ser acusado de xenofobia (Postal (com a Lusa)), 15.02.2023 · Lusa
Resposta do visado
Na mesma reunião: «eu pedi a identificação de um deputado já depois, neste caso Deputado Miguel Graça que me apelidou e disse que a minha intervenção, mais uma vez, é racista e xenófoba, quando não é» e «já fiz Senhora Presidente, um texto que enviei a todos os grupos parlamentares em que avisei que não tolerava mais este tipo de comportamentos e como não tolero mais este tipo de comportamentos, chamei a Polícia de Segurança e está feito o esclarecimento!» (ata, p. 42). (14.02.2023)
Sinal
- Tipo
- Fez
- Tema
- Adversários
- Data
- 14.02.2023
- Última verificação
- 13.10.2026
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