Sinais / Ligações à extrema-direita
Diogo Pacheco de Amorim, deputado do Chega (eleito em 2022): Candidato do Chega a vice-presidente da Assembleia da República foi militante do MDLP nos anos 1970
Fez · Ligações à extrema-direita · 03.02.2022
Candidato do Chega a vice-presidente da Assembleia da República foi militante do MDLP nos anos 1970
Segundo o Público, o MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal) foi um «movimento de extrema-direita» criado pelo general Spínola, que «operou em Portugal entre 1975 e 1977», período em que foram cometidos vários atentados. A Visão chama-lhe «movimento armado de extrema-direita». A militância é anterior à fundação do Chega; foi noticiada em fevereiro de 2022, quando ele acabava de ser eleito deputado pelo Chega e André Ventura o propôs para vice-presidente da Assembleia da República, e de novo em fevereiro de 2024, quando era deputado do Chega.
O que aconteceu: A 13 de fevereiro de 2024, num debate televisivo (RTP3), Mariana Mortágua (BE) acusou o Chega de ter como número dois «um dirigente da principal organização terrorista em Portugal», referindo-se a Pacheco de Amorim sem o nomear. André Ventura respondeu que ele «nunca foi condenado por terrorismo». O Público concluiu que Pacheco de Amorim «foi militante do MDLP e é verdade que nunca foi condenado em tribunal por qualquer acto de terrorismo nem pela morte de ninguém».
Segundo o Público (14/02/2024), Diogo Pacheco de Amorim, «considerado ideólogo do Chega», «foi militante do MDLP». A Visão (04/02/2022) refere a sua «militância na direita armada do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP) em 1975» e escreve que esteve no «setor político» do movimento liderado por António Spínola.
Segundo o Público, o MDLP «foi considerado por um tribunal como um movimento terrorista, mas nenhum dos seus membros foi condenado em tribunal por não ter sido possível associá-los aos crimes cometidos». Segundo o mesmo jornal, Pacheco de Amorim nunca foi condenado em tribunal por qualquer ato de terrorismo.
Em fevereiro de 2022, Pacheco de Amorim acabava de ser eleito deputado pelo Chega e André Ventura escolheu-o como candidato do partido a vice-presidente da Assembleia da República (Público, CNN Portugal e Visão).
A militância no MDLP é anterior à fundação do Chega; entra neste arquivo, assinalada, porque foi noticiada quando Pacheco de Amorim era deputado eleito pelo Chega (2022) e deputado do Chega em funções (2024). Outras ligações descritas na Visão e no livro «Por Dentro do Chega», do mesmo autor, não têm uma segunda fonte independente e não entram nesta ficha.
Fontes: De que “terroristas” falaram Mariana Mortágua e André Ventura? (Público), 14.02.2024; Debate Chega vs BE. Ventura defende os “interesses imobiliários”, Mortágua quer “posse administrativa” (Renascença), 13.02.2024; Diogo Pacheco de Amorim, o deputado que traz os fantasmas da ditadura (Público), 27.02.2022; Das bombas de 75 a “vice” do Parlamento? Quem é e como pensa Diogo Pacheco de Amorim (Visão), 04.02.2022; O escolhido por Ventura para a vice-presidência do Parlamento: um breve perfil que é preciso ler (CNN Portugal), 03.02.2022
Resposta do visado
Citado no perfil que o Público publicou a 27/02/2022: «Que eu saiba, nunca pusemos bombas...». Segundo a Visão (04/02/2022), nega «qualquer ligação às atividades militares do MDLP». (27.02.2022)
Sinal
- Tipo
- Fez
- Tema
- Ligações à extrema-direita
- Data
- 03.02.2022
- Quem
- Diogo Pacheco de Amorim, deputado do Chega (eleito em 2022)
- Última verificação
- 13.10.2026
Um sinal não é um crime. Mostramos o facto, a data e a fonte. Encontrou um erro? Diga-nos.