Sinais / Memória
André Ventura: Sobre os 50 anos do massacre de Wiriamu, no plenário, a 16 de dezembro de 2022
Disse · Memória · 16.12.2022
«Após a transição, os guerrilheiros moçambicanos mataram mais de 3000 portugueses, Sr. Presidente. Foram 400 as vítimas que o Sr. Presidente identifica em Wiriamu. Mais de 3000 foram chacinados pelas forças de independência, e eram famílias inocentes que ali estavam. Moçambique nunca pediu desculpa. As forças armadas moçambicanas nunca pediram desculpa. Por que raio no mundo é que nós vamos pedir desculpa?!»
No plenário, a 16 de dezembro de 2022, dia em que se assinalavam 50 anos do massacre de Wiriamu, no início da intervenção do Chega no debate com a Ministra da Presidência. Ventura dirigiu-se ao Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, a propósito de declarações deste, nesse dia, sobre o massacre.
Antes da frase citada, Ventura disse: «Hoje, pelo menos assim nos parece, assinalou os 50 anos do massacre de Wiriamu e afirmou que Portugal deve pedir perdão. Eu não queria começar esta sessão hoje sem dizer, Sr. Presidente da Assembleia, que essas suas afirmações não nos representam, não representam as Forças Armadas portuguesas,…» Continuou, depois de um aparte de apoio da bancada do Chega: «… e que não fica bem, a um Presidente da Assembleia da República, em nome de, não se sabe bem quem, lançar um anátema sobre as Forças Armadas portuguesas, sobre a História de Portugal, sobretudo a um País que nunca pediu desculpa pelos milhares de vítimas portuguesas que lá deixou enterradas sem qualquer justiça.» (p. 11)
O Presidente da Assembleia respondeu antes de dar a palavra à Ministra: «Pergunta o Sr. Deputado porque é que eu peço desculpas, hoje que se comemoram 50 anos do massacre de Wiriamu. Peço desculpas porque não devemos pactuar com massacres.» E ainda: «Peço desculpas porque somos humanistas.» (p. 11) «E, sim, também peço desculpas em nome das Forças Armadas portuguesas, que, no dia 25 de Abril de 1974, nos libertaram do regime infame que cometeu esse massacre.» (p. 12)
Ainda não identificámos esta intervenção no arquivo audiovisual do Parlamento.
Fonte: DAR I série n.º 68/XV/1, reunião de 16/12/2022, pp. 10–12 (Diário da Assembleia da República), 17.12.2022
Sinal
- Tipo
- Disse
- Tema
- Memória
- Data
- 16.12.2022
- Quem
- André Ventura
- Última verificação
- 13.10.2026
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