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André Ventura, candidato presidencial e presidente do Chega: Relatório do LabCom (UBI), em protocolo com a ERC, sobre as presidenciais de 2026: 23 dos 26 casos de desinformação identificados nas páginas dos candidatos são de André Ventura
Fez · Imprensa · maio de 2026
Relatório do LabCom (UBI), em protocolo com a ERC, sobre as presidenciais de 2026: 23 dos 26 casos de desinformação identificados nas páginas dos candidatos são de André Ventura
Monitorização das páginas oficiais de 12 pré-candidatos e candidatos nas redes sociais, de 17 de novembro de 2025 (primeiro debate televisivo) a 8 de fevereiro de 2026 (segunda volta), feita pelo LabCom da Universidade da Beira Interior num protocolo de cooperação com a ERC. A tipologia aperfeiçoa os instrumentos metodológicos já usados nas europeias de 2024 e nas legislativas de 2025.
O que aconteceu: Segundo o relatório, a ERC analisou os 26 casos e abriu oito processos de averiguação. O relatório reproduz deliberações da ERC sobre publicações de Ventura, entre elas a ERC/2026/95, que concluiu que publicações suas «configuram desinformação» ([ver a decisão](/decisoes/erc-2026-95-ventura-desinformacao-presidenciais/)), e deliberações sobre sondagens que determinaram processos de contraordenação contra o Chega.
O relatório analisou pelo menos 8 047 publicações e identificou 26 casos de desinformação nas páginas oficiais dos pré-candidatos e candidatos, 0,3 % das publicações. Escreve: «André Ventura é o candidato que mais divulgou conteúdos desinformativos nas redes sociais, sendo responsável por 88,5% dos casos (n = 23).» Joana Amaral Dias teve dois casos e André Pestana um. Os 26 casos somaram 12 826 973 visualizações.
O tipo mais frequente foi a descredibilização dos media, com sete casos (27 %); seguem-se as sondagens de empresas não credenciadas pela ERC, com seis. O relatório escreve que três conteúdos «superaram um milhão de visualizações cada, destacando-se pela descredibilização de órgãos de comunicação social e pela incidência de ataques a minorias étnicas e religiosas». Em sete casos foi usada inteligência artificial.
Entre os casos de Ventura descritos no relatório: um vídeo com imagens de um caso de maus-tratos a animais no Egito documentado em 2018 pela organização PETA, publicado a 26 de novembro de 2025 com um texto que atribui os maus-tratos aos ciganos (mais de dois milhões de visualizações; no parecer da AletheiaFact anexo ao relatório, «vídeo verdadeiro (PETA, Egito) com atribuição completamente fabricada à comunidade cigana»); um vídeo do incêndio na noite de Ano Novo na igreja de Vondelkerk, em Amesterdão, que deixou de receber cerimónias religiosas em 1977, publicado a 1 de janeiro de 2026 com uma legenda que refere «islamização da Europa» (o único caso classificado com alto potencial desinformativo); e excertos editados de uma conversa com uma jornalista da RTP no Porto, durante uma pergunta sobre liberdade de expressão no contexto da condenação judicial que mandou retirar cartazes sobre a comunidade cigana, em que, segundo o relatório, Ventura «procurou, assim, estabelecer limites ao trabalho jornalístico».
A percentagem diz respeito aos casos encontrados nas páginas oficiais dos candidatos, e não a toda a desinformação nas redes sociais. O mesmo tipo de relatório, sobre as legislativas de 2025, atribuiu ao Chega 13 dos 16 casos (ver o relatório de 2025). Nas fontes lidas não há resposta de Ventura ou do Chega ao relatório.
Fontes: Desinformação nas Presidenciais 2026: atividade dos candidatos nas redes sociais (LabCom (Universidade da Beira Interior)), maio de 2026; Presidenciais 2026. André Ventura foi o candidato que partilhou mais desinformação nas redes sociais (RTP), 15.05.2026
Sinal
- Tipo
- Fez
- Tema
- Imprensa
- Data
- maio de 2026
- Quem
- André Ventura
- Última verificação
- 13.10.2026
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